A História repete-se

A História repete-se

Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.

00:00
00:00

Episode's summary

Neste episódio, o historiador Miguel Metel de Seixas explora a importância da heráldica e das imagens como fontes históricas fundamentais, criticando o distanciamento entre a análise visual e a historiografia tradicional. A conversa percorre a evolução dos símbolos portugueses, desde as influências francesas na escolha do azul e a integração de elementos como a bordadura de castelos, até à transição para os emblemas da República. A discussão abrange também a evolução de outros símbolos de poder, como moedas, ordens honoríficas e a iconografia de heróis nacionais. O debate conecta a heráldica medieval a elementos da cultura contemporânea, incluindo o futebol e os ícones da Revolução de 25 de Abril, analisando como a identidade portuguesa é construída através da ressignificação de símbolos visuais.

Chapters

Click on a chapter to go directly to that moment

Highlights

nós historiadores temos um problema crónico com as fontes visuais. Ou seja, nos livros de história, de uma forma geral, as imagens não são consideradas como fontes, mas sim pelo seu caráter meramente ilustrativo.

00:05:01 · O convidado aponta a negligência histórica no tratamento das imagens como documentos de estudo autônomos.

o azul português vem da origem capetíngia, vem da origem da casa real francesa, é o azul do poder em França muito antes de existir a heráldica

00:07:38 · O historiador explica que a cor azul nas armas portuguesas reflete uma ligação política e simbólica com a monarquia francesa.

ele é obrigado a diferenciar esse escudo e vai buscar a diferença à sua linhagem materna, ou seja, à sua mãe, Dona Urraca de Castela

00:22:07 · Explica-se como a bordadura de castelos surgiu no escudo português através da ascendência de D. Afonso III.

Cunhar moeda é um prevêjo do soberano. Um rei tem que emitir moeda.

00:48:15 · O convidado destaca a importância da emissão de moeda como uma demonstração essencial de autoridade e independência política.

é interessante esta ideia de que os nossos... Três grandes, chamados três grandes, todos eles têm como elemento principal os dragões, os leões e as águias, que são elementos heráldicos.

00:57:05 · A conversa estabelece uma ligação entre a heráldica medieval e os emblemas dos principais clubes de futebol portugueses.

Episodes

241-

Das bandeiras às moedas, da esfera armilar aos cravos de abril: os símbolos e emblemas que marcaram a História de Portugal

Neste episódio, o historiador Miguel Metel de Seixas explora a importância da heráldica e das imagens como fontes históricas fundamentais, criticando o distanciamento entre a análise visual e a historiografia tradicional. A conversa percorre a evolução dos símbolos portugueses, desde as influências francesas na escolha do azul e a integração de elementos como a bordadura de castelos, até à transição para os emblemas da República. A discussão abrange também a evolução de outros símbolos de poder, como moedas, ordens honoríficas e a iconografia de heróis nacionais. O debate conecta a heráldica medieval a elementos da cultura contemporânea, incluindo o futebol e os ícones da Revolução de 25 de Abril, analisando como a identidade portuguesa é construída através da ressignificação de símbolos visuais.

14 Oct 2026
240-

Talvez a melhor do Mundo: a História da cortiça e da indústria corticeira portuguesa

Este episódio explora a trajetória histórica e económica da indústria da cortiça, desde as suas utilizações ancestrais na construção civil até à sua importância vital na indústria vinícola. Analisamos como o setor evoluiu de um modelo de exportação de matéria-prima para uma indústria de alto valor acrescentado, destacando inovações tecnológicas como o aglomerado de cortiça. A narrativa percorre a expansão do sobreiro pelo território nacional, as mudanças nas estruturas de propriedade no Alentejo e o impacto de eventos como a reforma agrária e a ameaça do plástico. O episódio também aborda a relevância global da cortiça portuguesa e o seu papel fundamental na sustentabilidade ambiental moderna.

07 Oct 2026
239-

A vida intensa e conturbada de Leonor de Almeida Portugal, condessa de Oeynhausen e marquesa de Alorna

Este episódio explora a vida e o legado da Marquesa da Alorna (Alcipe), detalhando sua trajetória marcada pela infância em clausura devido à perseguição política contra a família Távora. A conversa aborda sua formação intelectual iluminista, sua influência nos salões literários e seu papel de transição entre os ideais da Revolução Francesa e as tradições católicas. A narrativa percorre suas relações com figuras como o Marquês de Pombal e Napoleão, sua vida na corte vienense e seu compromisso com a educação feminina em Portugal. Por fim, discute-se a importância da pesquisa histórica para a adaptação de sua história para a televisão.

30 Sep 2026
238-

Batalha do Buçaco: quando portugueses e britânicos derrotaram os exércitos de Napoleão

Este episódio explora o contexto histórico das invasões francesas em Portugal, detalhando as motivações de Napoleão e a organização militar sob Massena. Aborda as dificuldades logísticas, a centralização do comando francês e o impacto da guerra de guerrilha e das milícias na resistência luso-espanhola. A análise percorre a reestruturação do exército português através da integração de oficiais britânicos e a eficácia do sistema de abastecimento aliado. O debate culmina no detalhamento tático da Batalha do Bussaco, destacando o uso estratégico da topografia por Wellington e as consequências decisivas dessa vitória para o enfraquecimento das forças francesas na Península.

23 Sep 2026
237-

Todos contra os “Cabrais”: a “Maria da Fonte” e a Guerra Civil da Patuleia (1846-1847)

Este episódio explora o período de intensa instabilidade política em Portugal na década de 1840, focando-se no governo de António Bernardo da Costa Cabral e nas tensões entre as correntes cartista e setembrista. Analisamos como as reformas sociais e fiscais, aliadas à ascensão do cabralismo, culminaram em revoltas populares como a Maria da Fonte e na guerra civil da Patuleia. A discussão aborda a transição para o Estado liberal, marcada pelo desaparecimento de estruturas tradicionais e pela dificuldade de centralização do poder estatal. O episódio detalha a atuação de figuras como a Rainha D. Maria II e o Duque de Saldanha, culminando na chegada da Regeneração em 1851.

16 Sep 2026